O que é direito sistêmico?

É compreendido como a aplicação das leis sistêmicas de Bert Hellinger aplicada ao direito. Sendo o profissional conhecedor das leis básicas que regem o comportamento humano, pode assim  adotar uma postura diferenciada trazendo mudanças profundas na aplicação da técnica com a compreensão dos conflitos e abordagem com os clientes.

A proposta do direito sistêmico criado pelo juiz Sami Storch, envolve compreender a origem do conflito ou determinado comportamento; Buscar novas possibilidades na resolução do conflito; Trazer a percepção e liberação de padrões e crenças limitantes; equilibrar o sistema trazendo nova ordem; Ampliar a consciência sobre os papéis de cada um. 

Cada indivíduo tem um papel no seu sistema , atuando em conformidade com leis que, segundo Berth Hellinger, regem as relações humanas e que, quando não observadas resultam em desequilíbrio que atuam nas mais diversas áreas da nossa vida.

As três leis básicas que regem os relacionamentos:

na aborgagem do Direito sistÊmico, método adaptado dos conhecimentos de Bert Hellinger pelo juiz brasileiro Sami Storch.

Pertencimento

Todos fazem parte de um sistema, nenhum membro pode ser excluído, por mais que você não concorde com o que ocorreu ou com o que foi feito. 

Ordem ou Hierarquia

Quem chega primeiro no sistema tem precedência sobre os que vêm depois. Por exemplo sócios fundadores com os demais sócios; Pais e os filhos; ordem de chegada dos irmãos.

 

Equilíbrio

Onde existe uma troca igualitária, entre o dar e o tomar nas relações havendo equilíbrio. A exceção a essa regra é quando existe a ordem. Quando existe a lei da ordem não existe equilíbrio. 

O Direito Sistêmico está cada vez mais presente na prática jurídica.

O uso das Constelações familiares no Judiciário está alinhado à Resolução n. 125/2010, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), destinada a estimular práticas que proporcionam tratamento adequado dos conflitos, assim como ao Código de Processo Civil, que estimula medidas que promovam o apaziguamento entre opostos

Alguns temas abordados

Conflitos em caso de divórcio com filhos

O divórcio não tem o poder de fazer uma família acabar. Ocorre apenas no âmbito do casal deixar de existir (homem e mulher). Contudo o papel de pai ou mãe não se desfaz. 

Uma criança é metade seu pai e metade sua mãe. O vínculo desses papeis não acaba jamais. Por isso , mesmo com toda a dificuldade do divórcio, não se deve desclassificar a outra parte para a criança.

Ordens sistêmicas em casos de adoção

Observado nas constelações familiares que a adoção caso ocorra na postura inadequada pode trazer consequências negativas ao sistema familiar. 

Os pais adotivos devem ter a consciência de que não substituem os pais biológicos, mas os representam e auxiliam na realização aquilo tudo que não puderam fazer por seus filhos, ai sim a adoção pode estar em equilíbrio. 

Conflitos empresariais e sucessão

Quem suporta o risco do negócio?  A quem a empresa serve? qual o proposito da empresa? 

Como fazer um planejamento sucessório empresarial estruturado e cumprindo a ordem e o equilíbrio, com todo o cuidado para não excluir nenhum membro?

Honrar a vida e o trabalho de quem veio antes, por mais complexo que possa parecer, evita ruína da empresa.